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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

NÃO FAÇA TAL COISA

NÃO FAÇA TAL COISA
“E tentaram a Deus no seu coração, pedindo carne para satisfazerem o seu apetite”  (Salmo 78.18).

    Há muitas atitudes nossas que ferem o coração do Senhor. Por exemplo, nos tempos bíblicos, os israelitas rejeitaram a comida que Deus lhes havia enviado no deserto, lugar onde faltava tudo. Esse alimento dado por Deus – o maná – era parecido com a semente de coentro (Êxodo 16.31) e possuía os nutrientes de que todos precisariam para viver, assim como a Palavra de Deus, a qual tem em si tudo aquilo de que necessitamos sem nos causar nenhum mal.
    No passado, o povo do Senhor se lembrou da comida temperada do Egito. Meu irmão, a tentação cometida por Israel foi no coração, o que nos leva a crer que, por ter havido uma batalha espiritual no interior deles, deram mais crédito ao que o inimigo lhes dizia. Hoje, ocorre o mesmo: muitos filhos de Deus, tendo saudades do que possuíam quando estavam no mundo e achando que a santidade não é suficiente para lhes trazer a desejada alegria, voltam-se para o pecado, para aquilo que o diabo lhes tem mostrado.
    A decisão que os israelitas tomaram, mesmo sem pronunciar palavra alguma, fez com que, no interior deles, a batalha fosse perdida; por isso Deus teve de enviar cordonizes para encher-lhes a boca. Não sabemos o que aquela tentação acarretou às gerações futuras, mas alguma contaminação por meio daquela carne ingerida sem as condições básicas de higiene pode ter trazido males que se manifestaram tempos depois e prejudicaram seus descendentes – ou, talvez, até nós mesmos.
    Aquele povo se deixou levar pela tentação de satisfazer o apetite carnal. Por sinal, muitos são os que, levados por esse mesmo impulso, hoje sofrem de obesidade, diabetes e outras enfermidades, as quais, além de prejudicarem o próprio corpo, muitas vezes, transferem tais problemas aos seus descendentes.
    Cuidado, não caia nas mentiras do inimigo! Seja sóbrio em tudo, obedecendo ao que está escrito na Palavra de Deus e resistindo à tentação, pois essas atitudes darão ao Espírito de Deus a vitória e farão de você uma pessoa bem-sucedida em todas as áreas do seu viver.
    O Senhor nos chamou para fazermos parte do Seu povo, a fim de sermos uma bênção. Todas as vezes que o inimigo surgir com uma proposta “tentadora”, o Senhor observa a decisão feita em nosso coração e, consequentemente, a atitude tomada por nós. Se decidirmos confiar no Altíssimo, iremos alegrá-lO – e a alegria do Senhor é a nossa força (Neemias 8.10b)! Se, porém, não Lhe agradarmos, ficaremos fracos e não obteremos Seu favor.
    Acostume a confiar na vontade de Deus!

    Em Cristo, com amor,

Experimentando a Direção de Deus | Artigos | Chamada

Experimentando a Direção de Deus | Artigos | Chamada

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Marcos 8.34 E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-Me. Jesus nos tem chamado para: 1) Uma vida de envolvimento de comprometimento, vida cristão é uma vida de relacionamento íntimo com Deus por meio de Jesus. Não existe vida cristã alienada de um verdadeiro compromisso com Jesus. Na vida cristã moderna o Senhor Jesus entra apenas como coadjuvante em um cenário conturbado, distorcido, ilusório, e falsamente chamado de cristianismo Bíblico. O verdadeiro cristianismo é vivenciado em renúncia, separação, abandono e entrega total e incondicional a Deus. Assim Jesus nos tem chamado para: 1) Deixar pai e mãe, para denotar a prioridade que temos de dar a Ele em nossas vidas. Mt 10.37 Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim não é digno de Mim, Ainda se lê em Lc 14.26 Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. Vemos que é inaceitável da parte de Jesus que tenhamos ou estimemos qualquer outra coisa, ou alguém acima Dele em nossas vidas. Jesus quer envolvimento e comprometimento. Você tem este envolvimento e este comprometimento com Jesus? 2) Temos de abraçar o Evangelho e trabalhar por Cristo e para Cristo tendo em vista sempre a Sua glória, e nunca pensarmos e nem ficarmos olhando no que deixamos para trás, Cristo e Sua obra deve ser nosso objetivo maior. Lc 9.62 E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado (abraça a obra do reino de Jesus) e olha para trás (e fica pensando se valeu a pena, se não era melhor como estava fica a olhar para vida de pecados que tinha com olhos saudosos. Ele diz não), é apto para o reino de Deus. Ec 7.10 Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Porque não provém da sabedoria esta pergunta. Você tem abraçado o Evangelho e se comprometido com Cristo, tendo em vista sempre a Sua glória? 3) A vida que temos desfrutado com Deus é tão maravilhosa, tão sublime, tão profundamente satisfatória, que devemos sempre estar a olhar para Jesus. Para que nunca tenhamos nossa atenção desviada, seja lá por qual motivo for. Devemos esquecer tudo que ficou para traz, as glórias mundanas enganosas e passageiras, os valores que moviam nossos desejos, os títulos que tínhamos e fazer como fez Paulo: Fl 3.13,14: Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me de mim (uma vida de desafios pelo servir a Jesus) Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Como diz o escritor de Hebreus, Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que Lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. (Hb 12.2) 4) Para um verdadeiro comprometimento com Jesus, o mundo deve estar morto para nós; não só devemos deixar o mundo com suas mazelas, mas também o mundo tem de sair de dentro de nós. Devemos estar mortos para o mundo para o pecado, mas vivos para Deus, Rm 6.11: Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado (para o mundo), mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Você tem ouvido o chamado de Jesus como diz em Mc 8.34? E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-Me. Deus tem chamado a você? Para reconhecê-lo como SENHOR E SALVADOR? Para uma vida de comprometimento e serviço? Para uma vida de envolvimento e consagração? Deus tem chamado a você? Para viver um verdadeiro cristianismo? Se Deus tem chamado a você, se você tem ouvido e entendido o chamado particular de Deus, veja o que diz em Hb 4.7: Determina outra vez um certo dia, Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações. -- Marcelo de Oliveira Lima

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Não Zombe do Inferno

Não Zombe do Inferno


         Vivemos numa sociedade humanista onde não existe essa coisa de certo absoluto nem errado absoluto, por isso os "espertalhões" subestimam o conceito de um inferno literal como um lugar de julgamento eterno.
         Mas vejamos o que Deus diz a respeito disso.
        - O inferno é um lugar literal. Jesus disse que "havia certo homem rico... havia também certo mendigo, chamado Lázaro" (Luc 16.19,20). Note bem que Jesus disse "havia". Isso não é uma parábola, pois Jesus deu nome aos bois. A estória relata a experiência real de dois mendigos: um mendigava nesta vida; e o outro, na próxima.
         - O ensino de Jesus a respeito do inferno confirma a diferença extrema da eternidade para o justo e para o ímpio. Isso não é uma condenação da riqueza; é uma condenação de qualquer pessoa que rejeita Jesus.
         - O inferno é um lugar de tormento eterno. O ímpio vai para o inferno quando morre e fica num estado consciente de tormento eterno.
         - O inferno é um lugar sem misericórdia. O rico gritou no inferno, dizendo:
 
"tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua; porque estou atormentado nesta chama" (Luc 16.24).

         - O inferno é um lugar sem escape. Jesus disse:
 
"E além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós" (Luc 16.26).

        Amigo, quando você chegar ao inferno, as orações de um milhão de santos não poderão salvá-lo.
         - No inferno as pessoas terão consciência dos que estão na terra. O rico gritava:
 
"porque tenho cinco irmãos; para que Lázaro dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento" (Luc 16.28).

          - Satanás, os anjos caídos, os demônios e todos os ímpios serão colocados no inferno eterno pela mão de Deus como julgamento, por rejeitarem a Jesus como o Filho de Deus.
         - Não confundir o inferno com o lago de fogo. Nesta vida os ímpios morrem e vão para o inferno onde ficam aguardando até que sejam trazidos ao Grande Trono Branco para o julgamento final perante Deus e sentenciados ao lago de fogo.
          - O inferno é um lugar onde há grande dor física. O primeiro clamor urgente termina com as palavras: "...porque estou atormentado nesta chama..." Não podemos imaginar exatamente o que isto quer dizer. Todos nós temos sentido a dor em alguma medida. Sabemos que a dor pode fazer esquecer num instante todas as belezas e alvos que temos na vida. Mas a pior dor que possamos sentir não é nada comparada à dor no inferno. A mais intensa dor que sintamos aqui na terra não é comparável à dor no inferno. Nunca o ser humano experimentou tal sofrimento, nem o imaginou. Mas Deus vai além e comenta sobre pessoas reais e como eles sentirão essa dor. Jesus não está sendo macabro; está nos dizendo a verdade. Uma reação das pessoas a tal dor é o "choro". Não podemos olhar e ficar indiferentes ao choro, é algo que nos comove. Outra reação de quem está sofrendo no inferno é "gemer". Este é um choro mais comovedor ainda, cheio de dramatismo e urgência pela libertação. Enquanto o choro atrai a nossa simpatia, o gemido choca e nos afasta, atemoriza e ofende. O gemido deles é o grito de almas que merecem compaixão, mas não a recebem. É o grito de almas procurando escape, buscando sair de feridas sem conserto ou cura, eternamente feridas. O gemido é um som tão grotesco que nem o suportamos.
         Outra reação de quem está sofrendo no inferno é o "ranger de dentes". Por quê? Talvez ranjam os dentes por ira ou frustração. Nada poderá aliviar a sua situação e eles o sabem. Este ranger pode ser uma defesa ou para variar o choro e os gemidos. Poderia ser uma pausa - sem parar de sofrer - para quem está cansado de chorar. Parece que não aguenta chorar mais; porém, tem que continuar.
          No inferno é choro que não pára, fogo por tudo quanto é canto, gemidos, dor até onde podem aguentar sem deixar de existir, e ranger de dentes. Há, ainda, "o verme que nunca morre". O fogo nunca se acaba (não consome), só atormenta e nunca morre. Já os vermes dão a idéia de carne em decomposição, se bem que aqui fala-se de almas. Algo está podre, e bem podre, no inferno.
         Estando vivos ainda, os que ali moram sentem como que comidos vivos. O verme não acaba de comer a decomposição espiritual e por isso nunca morre. Um castigo romano era atar alguém a um cadáver em decomposição e ver como os vermes, saindo do corpo morto, passavam a consumir o corpo ainda em vida. Tal como para o fogo, a verdade do verme é que nunca acaba de consumir o que tem pela frente.
         Mas o inferno tem outros dois aspectos, pouco considerados, que chamam a nossa curiosidade e assustam. Na terra nós temos duas propriedades físicas garantidas. Elas nos ajudam a nos manter física, mental e emocionalmente estáveis. São a luz e as superfícies sólidas. Infelizmente, estas duas comodidades não existem no inferno. O inferno é um lugar de trevas.
         Imaginemos uma pessoa que acaba de entrar no inferno... Pode ser um vizinho nosso, um parente ou um amigo que trabalha conosco. Depois que a primeira sensação de dor física o ataca, ela passa seus primeiros momentos chorando, gemendo e rangendo os dentes. Pouco a pouco vai se acostumando à dor. Não que agora não a sinta mais, mas a sua capacidade tem sido alargada para aguentar mais. A dor não é tolerável, mas também não lhe tira a existência. Ainda que sinta dor, pode pensar; e logo olha ao seu redor. Mas, quanto mais olha... mais vê trevas e escuridão. Em sua vida passada aprendeu que depois de olhar por um tempo na escuridão seus olhos iam se acostumando e podia ver algo de luz. Isso lhe mostrava o que estava ao seu redor. Ele então pisca e fixa bem a atenção dos seus olhos tentando ver algo, mas acha somente trevas. São trevas que parecem grudar nele, como lhe apertando, lhe oprimindo. Vendo que as trevas não vão embora, ele tenta tocar algo, sentir algo sólido a sua volta... Procura paredes, rochas, árvores, cadeiras; estica suas pernas tentado estar quieto sobre algo sólido. Nada! Procura sentir o chão, e nada...
         O inferno é um "abismo", sem fundo. O novo morador, porém, não aprende rápido. Pouco a pouco vai crescendo o pânico, chuta com as pernas e move os braços procurando algo. Mas não acha nada. Depois de muitas tentativas, pára, cansado, suspenso na escuridão. Mas não está quieto. Está sempre caindo no abismo sem fundo. Ali vai, sozinho, numa queda sem fim, inseguro pela ausência de superfícies. Incapaz de tocar um objeto sólido que transmita estabilidade. Chora... geme... range os dentes de ira. Olha para si e se acha tão cansado que não move mais uma parte de si... Seus gemidos fazem eco na escuridão, e logo se volvem débeis por tantos rugidos que há no inferno.
          Enquanto o tempo parece nunca passar, de novo faz o que fez o homem rico. Ele tenta pensar. Lembra da terra, tenta achar esperança, mas a dor nem deixa que ele se concentre. Na terra, quando as coisas iam mal ele sempre achava uma saída. Se sentia dor, tomava um calmante, Tendo fome, comia. Se tinha sede, bebia. Se perdia um amor, sempre podia achar outro amor. Procura, então, achar na mente uma base para elaborar um plano que faça renascer a esperança no seu coração. Logo, pensa: "Jesus é um Deus de amor, Ele vai me tirar daqui". Começa então a gritar, com urgência: "Jesus, Jesus! Ajuda-me, me tira daqui!" Espera, respirando fundo. O som de sua voz perdeu-se nas trevas e não se ouve mais. De novo, ele tenta: "Jesus, Jesus! eu creio! me salva disto!" De novo, as trevas calam a sua voz.
         Este pecador não é o único: todos os que estão no inferno acreditam agora, mas não serão salvos. Sendo milhões e milhões de pessoas, sentem-se cada um sozinho, como sendo o único habitante do inferno... Lembra-se então dos apelos, dos conselhos, tenta esquecer a dor, mas o pensamento lhe diz: Isto é para sempre!!!
         Jesus usou a palavra "sempre" para falar tanto do Céu como do Inferno. "Para sempre", pensa o condenado, e sente de novo a dor. "Para sempre", fala como não acreditando. A idéia de "para sempre" se alarga, fica profunda. Uma horrível verdade aparece na sua cabeça: "quando eu tiver passado dez mil séculos de tempo aqui, ainda não terei nem um segundo a menos de castigo, nem um segundo a menos para passar aqui". Horrorizado, aprende que no inferno não existe o fator tempo e que suas lembranças estão sempre lhe dando pesadelos.
         Tal como o rico pedia um pingo de água, assim também o novo morador do inferno tenta se entreter com esta simples ambição. Estando vivo, aprendeu que até as piores coisas podem ser suportadas se há algum alívio temporal. Mas vê que no inferno...
 
"a fumaça de seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não tem descanso algum, nem de dia nem de noite" (Apoc 14:11).

         Sem descanso dia e noite, pense nisso.
         A idéia de que alguém possa passar toda a eternidade sofrendo de tal forma nos impressiona fortemente... Parece que viola a sensibilidade do mais severo juiz que possa existir em nosso interior. Simplesmente não podemos suportar o fato de só dedicar mais tempo a pensar nisto.
         É, amigo, mas nossos pensamentos sobre o inferno nunca serão tão cruéis como a realidade dele mesmo. Devemos entender esta verdade bíblica e ter certeza de que ela nos afeta. Talvez, olhando de perto para ela, mudemos nossa forma de ver o pecado e levemos mais a sério nossa vida cristã.

Autor: Adail Campelo
 

domingo, 5 de setembro de 2010

O Amor de Deus

O Amor de Deus

Henrique Drummond diz que o amor é a coisa maior do mundo. E do nosso ponto de vista o amor é a coisa maior em Deus. Sem amor Sua justiça nos condenaria; Sua santidade nos afastaria de Sua presença e Seu poder nos destruiria. O amor é a única esperança dos pecadores e nossa maior preocupação deve ser a descoberta do amor de Deus para conosco.
Quanto à Sua natureza moral, diz-se que Deus é duas coisas: luz e amor. "Deus é luz". 1 João 1:5. Nas Escrituras as trevas simbolizam o pecado e a ignorância, e a "luz" é símbolo de santidade e de entendimento. "Deus é amor". 1 João 4:8. Luz e amor são perfeições que se equilibram na Sua natureza. Sendo que Deus é luz, Seu amor não é fraqueza de boa índole nem indulgência de boa natureza. Porque Deus é luz, Seu amor é um amor santo, e não um simples sentimento. O amor de Deus nunca entra em conflito com Sua santidade. Desde que Ele é luz, nunca o pecado de Seu povo é desculpado, "Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho". Hebreus 12:6.
O amor de Deus pode ser definido como um princípio eterno de Sua natureza pelo qual Ele é movido a conferir bênçãos eternas e espirituais. O amor é a causa que move todos os Seus atos de misericórdia e graça. O amor de Deus é a prova de que todas as coisas operam para o bem final do Seu povo; ele é a base de toda a Sua atividade de redenção.
CARATERÍSTICAS DO AMOR DE DEUS
1. Seu amor é eterno. "Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí". Jeremias 31:3. Aqui o segredo da atração do pecador a Deus é explicado. Ele atrai porque Ele ama. "Bem-aventurado aquele a quem escolhes, e fazes chegar a ti". Salmo 65:4. O amor que nos comprou, também nos procurou, e trouxe-nos a um lugar de segurança, até mesmo ao Propiciatório... Jesus Cristo. Nunca houve tempo quando Deus não amasse Seu povo, e nunca haverá tal dia. Ele nos amou tanto antes de sermos salvos quanto após sermos salvos, "em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores". Romanos 5:8.
2. Deus é imutável. Deus não muda nem pode haver mudança em Seu amor. "Como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim". João 13:1. O amor de Deus por Seu povo não teve princípio e, bendito seja Seu nome, ele jamais terá fim. É como o próprio Deus, de eternidade a eternidade. O argumento principal de Paulo pela segurança do salvo é que nada pode nos separar do amor de Deus... nada na sepultura do passado, nada nos perigos do presente nem nada no ventre do futuro. O amor de Deus não é sujeito a mudança.
O amor de Deus não varia, nem conhece final; donde corre, sempre corria, do trono manancial.
3. O amor de Deus é soberano. Isto é auto-evidente. Deus é soberano, consultando Seu próprio prazer majestoso, e operando todas as coisas conforme o conselho de Sua vontade. Portanto, segue-se que Seu amor é soberano. Ele, por Si mesmo, escolhe os objetos de Seu amor. Se ama a Jacó e odeia a Esaú, quem O critica? Se ama o pecador caído e odeia o anjo caído, quem interrogará o Seu direito de agir de tal maneira? Se é verdade que Ele "compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer". Romanos 9:18. "Quem és tu, que a Deus replicas"? Romanos 9:20.
Nada há no pecador que faça Deus amá-lo; ninguém pode reivindicar o direito do amor divino; Seu amor é soberano e de graça. O que existia no pecador que atraísse o coração de Deus? Absolutamente nada! A verdade é que tudo merecia Sua ira; tudo pelo que talvez me odiasse. O único motivo de Sua atração por nós foi Seu querer, Seu desejo.
4. O amor de Deus é eficaz. Isto é óbvio, pois é o amor do Todo-Poderoso. Grande é o significado de ser amado por Deus. Muitas vezes somos amados pelos que não podem nos ajudar. Eles não têm a capacidade de fazerem por nós o que desejariam fazer. Tal amor é insuficiente pela falta de poder para torná-lo eficaz. Dario amava a Daniel, mas não tinha o poder para salva-lo. Mas nós somos amados pelo Todo-Poderoso, a quem nada é difícil. Os objetos do amor de Deus são eternamente seguros. Aquele que se assegura do amor de Deus, assegura-se também duma morada celestial.
A pergunta fundamental é esta: Como posso saber se Deus me ama? Como posso estar certo de que tudo opera para o meu bem? A resposta: Certifique-se de que ama a Deus. Meu amor por Deus evidencia o Seu amor por mim. "Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro". 1 João 4:19. Seu amor em nós criou nosso amor por Ele. "O amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus". João 4:7.
MANIFESTAÇÕES DO AMOR DE DEUS
Deus é amor e Ele manifesta o que Ele é. Não existem atributos divinos vãos em Deus. Não há tal coisa como amor secreto. O amor se mostra exteriormente, quer seja de Deus, quer seja do homem. O amor é um princípio ativo e vivo da vida.
1. O amor de Deus pelo pecador manifestou-se na dádiva de Seu Filho. O amor doa. O amor dá de que tem de melhor. Deus amou de tal maneira que deu Seu Filho unigênito. Cristo amou à igreja de tal maneira que deu-Se a Si mesmo por ela. Efésios 5:25 . O Bom Pastor dá a Sua vida pelas Suas ovelhas. João 10:11. Como um judeu típico, Nicodemos pensava que Deus amava somente aos judeus, mas nosso Senhor lhe disse que Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê (judeu ou gentio) não pereça, mas tenha a vida eterna. Até serem ensinados de outra maneira, os próprios apóstolos de Cristo pensavam que o rebanho estava entre os judeus, mas o Senhor os corrigiu dizendo: "E dou minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor". João 10:15-16. As ovelhas para os judeus estavam num rebanho, uma circunscrição cerimonial que os distinguia dos gentios. As ovelhas para os gentios não tinham sido sujeitas às leis cerimoniais. Ao salvar as ovelhas entre os judeus, Cristo as tirou do rebanho (judaísmo), e as fez um com as ovelhas entre os gentios que ouviram Sua voz, havendo assim somente um rebanho e um Pastor. Todo o povo de Deus é um em Cristo, pois, "não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus". Gálatas 3:28. Isto não ensina que não existe esferas diferentes no serviço de Deus, mas antes que todos são salvos por uma salvação comum.
2. O amor de Deus é manifesto no novo nascimento. Por natureza somos filhos da ira; mas por um nascimento sobrenatural nos tornamos filhos de Deus. "Não são os filhos da carne que são filhos de Deus". Romanos 9:8. João diz: "Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus". 1 João 3:1. Não somos apenas chamado filhos, mas somos feito filhos de Deus pelo novo nascimento. Somos filhos dum chamado divino: o chamado eficaz que vem com o novo nascimento.
3. O amor de Deus é manifesto na disciplina. A disciplina é uma expressão e prova de amor. "Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho". Hebreus 12:6. Aqui está a prova de que nenhum filho de Deus é perfeito. Todos precisam de açoite. A palavra corrigir significa; treinar um filho, criá-lo, e a palavra açoitar significa surrar. Os filhos necessitam de treino e açoites, e o amor de Deus nos dará o que necessitamos. A correção vem da mão amorosa dum Pai sábio: a condenação vem dos lábios retos dum Juiz santo e justo. Quando os santos são confrontados por causa do pecado, eles são corrigidos por um Senhor para não serem depois condenados com o mundo. 1 Coríntios 11:32. A correção não é prazerosa, mas é proveitosa; ela multiplica os frutos de retidão e nos faz participar da Sua santidade. Hebreus 12:10-11.
VÁRIOS ASPECTOS DO AMOR DE DEUS
Alguns teólogos falam de vários tipos de amor divino, mas preferimos pensar de um princípio divino com várias emoções, de acordo com o objeto que há de receber Seu amor. Apreciamos o que Dr. Kerfoot tem a dizer sobre este assunto:
"Se o objeto do amor é amável, então a emoção de amor é complacência. Se o objeto precisa de bondade ou beneficência, a emoção é benevolência. Se o objeto encontra-se em estado de angústia, a emoção é de compaixão ou piedade, etc. Do mesmo modo que o princípio fundamental do fogo é o mesmo seja qual for a matéria consumida, assim o amor divino sempre se baseia no mesmo princípio".
1. Quando o amor de Deus atua sobre Si mesmo ou sobre criaturas inocentes, este é um amor de complacência. É este o aspecto de Seu amor para com Seu Filho em quem Se compraz, e em quem sempre se deleita. Seu amor pelos anjos é do mesmo tipo, um amor de complacência e deleite.
2. Quando o amor de Deus é para com o pecador, como objeto que precisa de misericórdia, então é manifesto em forma de piedade e compaixão. Os santos eram por natureza filhos da ira, mas Deus que é rico em misericórdia, por causa de Seu amor para conosco, nos vivificou juntamente com Cristo. Efésios 2:3-5. Em misericórdia Ele desperta o pecador morto para a vida, e esta maravilhosa misericórdia é resultante de Seu grande amor. O grande amor pelos pecadores resulta em misericórdia e graça abundante. Uma prostituta suja, embriagada que enchia o ar com gritos e palavras obscenas, era arrastada pela rua por dois policiais. De repente uma linda senhorita bem vestida saiu e a beijou. Num momento de lúcido espanto, a vil criatura perguntou estupefata: "Por que me beijou?" "Por amor", respondeu a jovem. Será tal exemplo de amor uma surpresa? Então lembre-se que a distância moral entre Deus e o pecador é muito além desta; mas Ele ainda curva-Se para dar o beijo da reconciliação.
Que grande amigo é meu Jesus. Tão santo, bom e terno! Sem outro igual, é o Seu poder e o seu amor supremo. Para esta ovelha sem vigor, olhou com simpatia; e sua tão bondosa mão, serviu-me então de guia.


Autor: C. D. Cole
Revisão 2004: David A Zuhars Jr
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br


LAPSO DE AMOR

LAPSO DE AMOR

"Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor", Apocalipse 2:4.
Esta passagem nos revela objetos terrenos que são de interesse para o céu. O céu não está interessado com os problemas financeiros, nem políticos, nem educacionais do mundo, mas sim com as igrejas de Cristo. O interesse celestial visa o que é espiritual e não os interesses materiais desta terra.
Temos o juízo celestial sobre a condição das igrejas de Cristo. Esta mensagem está revelando a condição da igreja de Cristo no século primeiro e nos mostra que devemos confiar no julgamento celestial. A justiça humana, sem dúvida, daria uma resposta diferente. Para sermos práticos e saber qual é o julgamento do céu sobre as igrejas hoje, devemos comparar as condições atuais com as do século primeiro e, se nossas faltas forem iguais às deles devemos ter cuidado; se nossas virtudes forem iguais podemos ser confortados com a aprovação de Cristo. Ao colocar esta mensagem em nossos corações, vamos considerar Cristo e igreja de Éfeso: a condição dela, a correção e os galardões que recebeu.
JESUS CRISTO
1. Como o autor desta mensagem.
Esta mensagem vem daquele que é a Testemunha Fiel e Verdadeira. É o testemunho de quem sabe a verdade sobre as igrejas.
2. Como o inspetor e juiz das igrejas.
Cristo mostra o que há de errado com as igrejas e o que é necessário fazer. O que merece elogio, Ele elogia e o que Ele vê que merece condenação, Ele não deixe de condenar. Em sua sabedoria infinita Cristo julga tanto os motivos quanto a conduta exterior. Ele lê o coração e a mente, Ele sabe com qual espírito tudo é feito. "Todavia, a mim muito pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por algum juízo humano; nem eu tão pouco a mim mesmo me julgo. Porque em nada me sinto culpado; mas nem por isso me considero justificado; pois quem me julga é o Senhor", 1 Coríntios 4:3-4.
3. Como presente com as igrejas.
Vemo-LO segurando os anjos em Sua mão direita e andando entre as igrejas. Cristo não é um espectador à distância, Ele não está contando o que ouviu, nem repetindo um rumor, nem espalhando boato sobre as igrejas. Cristo tem um conhecimento íntimo das igrejas, as quais descreve.
A IGREJA
Ele está escrevendo à uma igreja em particular. Não está descrevendo as condições de um reino, mas o estado desta igreja em particular. Cristo não descreve coisas em geral, pelo contrário, é muito específico.
1. A igreja em Éfeso.
Éfeso era uma das maiores cidades daquele tempo. Tinha uma das sete maravilhas do mundo, o Templo de Diana, templo este saturado com a religião pagã.
2. A Igreja.
Tinha uma grande história e sua condição presente mostrava um contraste impressionante como o passado.
(1). A condição passada.
Tinha sido uma igreja de pessoas fervorosas e pregadores fiéis, as quais tinham desfrutado do ministério do Apóstolo Paulo, do elegante Apolo, do fiel Timóteo, e do amado João.
(2). A condição presente.
Não era tão boa quanto a passada. Não era de todo má. Havia coisas dignas de elogios e uma para se condenar.
(a). Os elogios. Esta igreja recebe elogios por três coisas:
(aa). Suas obras. "Eu conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência". Não era uma igreja morta, no sentido da inatividade. Muitas o são hoje em dia, não fazem nada, nem mesmo perturbam Satanás. Estão mortas demais para serem perseguidas. Os Efésios eram esforçados e trabalhadores incansáveis. Faziam o que precisava ser feito sem enfraquecer. Não desistiam. Continuavam na frente. Faziam o trabalho por amor a Cristo. Não O haviam esquecido.
(bb). Sua disciplina. Era estrita. "Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos e o não são, e tu os achastes mentirosos", Apocalipse 2:2. "Eles não agüentavam viver de modo impuro", (Spurgeon). Opunham-se ao mal entre os membros proeminentes. Os que se diziam apóstolos foram postos à prova e não passavam de enganadores. Os Efésios odiavam as obras dos nicolaítas.
(cc). Sua perseguição. Foi uma igreja perseguida. "E sofreste, e tens paciência". Sofreram com paciência.
(b). A condenação. "Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor". A igreja ainda trabalhava, mas seu amor por Cristo tinha diminuído. Ainda era zelosa na disciplina, mas o amor por Cristo tinha esfriado. Ainda era impopular para o mundo, mas o amor por Cristo já não era o mesmo. Isto mostra o que uma igreja pode ser e ter, e ao mesmo tempo não por amor a Ele. Não é um serviço que dá felicidade.
A CORREÇÃO
1. Lembre-se.
"Lembra-te pois donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o castiçal se não te arrependeres", Apocalipse 2:5.
Este lapso de amor é chamado queda. A memória tem um papel importante nos negócios do coração. Deixe sua mente voltar aos dias logo após a sua conversão. Recorde a alegria que sentiu ao encontrar o Senhor, ou ser encontrado por Ele. Lembre-se do prazer que tinha em ler a Bíblia, em orar e em assistir aos cultos.
Você não sabia muito, mas amava muito. Pode haver conhecimento sem amor. Para alguns, quanto mais eles sabem, menos amor tem.
2. Arrependa-se.
As igrejas precisam se arrepender tanto quanto os perdidos. Os salvos precisam se arrepender. Não é uma questão de salvação. Os salvos precisam mudar a mente e por mais amor em suas ações. Eles estão trabalhando e servindo a Cristo sem amor. Vamos ter cuidado para que não haja lapso de amor em nosso amor por Cristo.
Li certa vez sobre uma senhora que não era mais amada pelo marido. "O cabelo dela está branco e o rosto pálido; os olhos perderam o brilho de tanto chorar. Tem tudo o que um marido pode oferecer menos o amor dele. Esse já acabou e o lar dos dois é um inferno. Os olhos dela brilham ao dizer ao marido: "De que me servem sua seda, diamantes e mansões? Com todo prazer voltaria a morar na casinha em que me conheceu e vestiria a chita que costumava usar, se pelo menos pudesse ter de volta o amor que me deu, o qual transformou a terra num céu para minha alma.
Tudo sem amor é em vão!

Autor: C. D. Cole
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br